NRF 2026: os 5 principais insights do evento
- Equipe Build

- 19 de jan.
- 2 min de leitura

A NRF Retail’s Big Show 2026, realizada em Nova York entre 11 a 13 de janeiro de 2026 sob o tema “The Next Now”, consolidou a percepção de que o varejo entrou em uma fase de execução madura: menos discurso futurista e mais aplicação concreta.
O evento contou com centenas de sessões, workshops e painéis envolvendo executivos de tecnologia, varejo e soluções digitais. Além das keynotes principais, muitos líderes se apresentaram em sessões específicas e estágios dedicados a temas como IA, marketplaces e experiência omnicanal.
O evento, que sempre conta com grandes nomes do varejo e da teconologia, recebeu em 2026 nomes como Sundar Pichai (CEO da Google e Alphabet), Ryan Reinolds (ator e empresário), Michael Rubin (Fundador da Fanatics), Bob Eddy (Chairman da NRF e CEO da BJ’s Wholesale Club), Dane Mathews (Chief Digital & Technology Officer da Taco Bell) e muitos outros.
A BUILD elenca os principais insights da NRF 2026:
1. Inteligência Artificial deixou de ser tendência e virou infraestrutura
Passada a euforia inicial (e onde muitos negócios não sabiam onde aplicar na prática), a IA agora aparece como camada estrutural do varejo, integrada ao core operacional — supply chain, pricing, previsão de demanda, atendimento e prevenção a perdas. O debate saiu das provas de conceito e avançou para escala, governança e retorno financeiro.
2. Agentic Commerce
Ganhou força o conceito de IA agêntica — sistemas autônomos que tomam decisões e executam tarefas — e de clientes sintéticos, usados para simular comportamentos, testar ofertas e antecipar tendências a partir da base real de dados. O conceito de clientes sintéticos já vem sendo empregado no Brasil, ajudando empresas em agilizar seus processos de P&D.
Cada vez mais a interação do consumidor com as plataformas será conduzida por IA. Ex: ao invés de navegações por categorias, as pessoas simlesmente farão buscas similares aos prompts que fazemos em Chatbots e o site retornará com uma resposta precisa do que aquele consumidor está buscando/precisando. Para isso acontecer, e-commerces terão que rever suas estratégias de conteúdo/catálogo e estruturação de dados.
3.Loja física como ativo estratégico
Contrariando expectativas, a Geração Z demonstrou maior valorização de experiências presenciais. Dados apresentados indicam que, para cada US$ 1 gasto no digital, cerca de US$ 3 são investidos em loja física .
Isso traz a implicação claro onde as lojas físicas devem deixar de ser somente ponto de venda e passar a ser plataformas de experiência, serviços e relacionamento com o consumidor e comunidade.
4.Retail Media como nova frente relevante de receita
O retail media vem se consolidando globalmente como linha de faturamento relevante, especialmente para grandes varejistas com dados proprietários e tráfego qualificado, reforçando a lógica de monetização do ecossistema.
No Brasil, esse cenário ainda é restrito aos grandes marketplaces, uma parcela enorme das plataformas e lojas ainda não exploram o potencial que essa receita pode trazer e ajudar as margens sempre tão apertadas do varejo.
5.Tecnologia não substitui conexão humana
Apesar de todo avanço tecnológico, IAs, algortimos e afins, ainda é muito discutido como que empatia, atendimento humano e autenticidade seguem sendo diferenciais competitivos para os varejistas.
A tecnologia deve amplificar — e não substituir— a relação humana.



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